O Brasil é um país formato por etnias tão diversas que é praticamente impossível encontrar alguém que possa ser chamado de “raça pura“, seja sua pele branca, preta, amarela ou vermelha. Ainda assim, o que mais vemos nesse país são “movimentos contra discriminação”, muitas vezes inexistentes ou fruto da imaginação dos que se sentem discriminados. Não estou querendo dizer com isso que racismo e outras formas de discriminação não existam, mas que devemos ser criteriosos antes de acusar alguém.
Hoje (pondo em dias meus feeds) li um artigo do Update or Die que expôs um fato corriqueiro no país, mas ainda assim um absurdo. A fotógrafa Fernanda Sá estava com sua primeira exposição organizada por convite do Metro de São Paulo. Eram fotos feitas sob encomenda, de mulheres grávidas. Após a abertura, Fernanda começou a receber feedback com elogios e críticas. Os elogios salientavam o bom gosto e qualidade das fotos, a beleza e sentimento que as fotos despertavam nas pessoas. Já as críticas se davam ao fato de não haver na exposição fotos de mulheres negras, pardas ou mulatas. Fernanda explicou que não era racismo, apenas ainda não havia recebido encomendas de fotos de pessoas com essas características, que suas fotos eram feitas de forma particular e sob encomenda, mas de nada adiantou.
A exposição de Fernanda Sá começou então a ser boicotada. As pessoas que se sentiam ofendidas pela ausência de negras nas fotos começaram a rabiscar o livro de presença, incendiá-lo, até o ponto de arrancarem uma das fotos da exposição. Ao chegar nesse ponto, onde a integridade do trabalho de Fernanda, das instalações do Metro e quem sabe das pessoas envolvidas (sabe-se lá até onde essas pessoas iriam), o Metro cancelou a exposição, solicitando a Fernanda que retirasse seu material no domingo dia 8 de julho.
De uma forma clara e inegável, Fernanda foi agredida, discriminada e censurada pela cor de sua pele e por expôr o seu trabalho contendo pessoas de pele branca. A que ponto chegaremos quando a simples ausência da imagem de um negro, índio ou qualquer outra etnia numa exposição é considerado racismo? Onde a reação dessas pessoas é tão ou mais preconceituosa que a atitude que criticam, gerando inclusive violência?
Ser negro não é ofensa, não é agressão. Ser branco também não o é. Ou índio. Ou oriental. Em momento algum uma minoria deverá se sobrepor a qualquer outra classe social ou cor de pele com a justificativa da opressão vivida por antepassados. As leis que defendem os negros contra discriminação também deveriam defender brancos, índios, morenos e qualquer outra cor, por que não? Se chamar alguém de preto é xingamento, igualmente deve ser chamá-lo de branquelo.
Pior que o preconceito é a hipocrisia e o oportunismo!
Sensacional o vídeo abaixo (visto no OitoPassos). Depois da Internet, os comsumidores têm encontrado formas mais - digamos - inusitadas para protestarem contra maus tratos, descasos, problemas de garantia, etc. A história do vídeo abaixo é a seguinte:
O [BP=503080]notebook[/BP] desse rapaz simplesmente parou de funcionar. Ele tentou de diversas formas fazer com que o [BP=394184]MacBook[/BP] dele ligasse, mas não conseguiu. Ao levar a uma autorizada (estava na garantia), eles encaminharam o [BP:notebook]notebook[/BP] para a [BP=406560]Apple[/BP], que retornou a ligação ao cliente informando que algo teria sido “derramado” no aparelho, o que a garantia não cobriria. Apesar de ter informado ao atendente e depois ao supervisor, nada foi resolvido. Essa foi a forma que o consumidor revoltado encontrou para protestar.
[BL]MP3 Player=394153, MP4 Player=406573[/BL]