Estupro no BBB 12

Os participantes do Big Brother Brasil 12 cantaram, dançaram, se divertiram e beberam, beberam muito na festa de sábado (14/01) para domingo (15/01). Durante a festa, Monique e Daniel combinaram de dormir juntos na mesma cama ao final e assim fizeram.

Começou então o boato – espalhado pelo público do paper view – de que Daniel teria abusado sexualmente de Monique – que em dado momento, parecia não estar em seu estado normal de consciência devido ao seu grau de embriaguez, o que a impedia de estar de acordo ou não com o ato em questão – durante a madrugada, em rede nacional e que Daniel era aproveitador e estuprador.

Ao mesmo tempo, outra parte do público dizia que Monique tinha consciência do que estava fazendo e “deu mole” – inclusive porque deitou com o Daniel na cama por vontade própria – portanto, isso não poderia ser considerado estupro, como não foi estupro e nem comportamento inadequado de nenhuma das parte das outras vezes que praticaram sexo no programa. Continue reading

Onde começa o racismo?

O Brasil é um país formato por etnias tão diversas que é praticamente impossível encontrar alguém que possa ser chamado de “raça pura“, seja sua pele branca, preta, amarela ou vermelha. Ainda assim, o que mais vemos nesse país são “movimentos contra discriminação”, muitas vezes inexistentes ou fruto da imaginação dos que se sentem discriminados. Não estou querendo dizer com isso que racismo e outras formas de discriminação não existam, mas que devemos ser criteriosos antes de acusar alguém.

Hoje (pondo em dias meus feeds) li um artigo do Update or Die que expôs um fato corriqueiro no país, mas ainda assim um absurdo. A fotógrafa Fernanda Sá estava com sua primeira exposição organizada por convite do Metro de São Paulo. Eram fotos feitas sob encomenda, de mulheres grávidas. Após a abertura, Fernanda começou a receber feedback com elogios e críticas. Os elogios salientavam o bom gosto e qualidade das fotos, a beleza e sentimento que as fotos despertavam nas pessoas. Já as críticas se davam ao fato de não haver na exposição fotos de mulheres negras, pardas ou mulatas. Fernanda explicou que não era racismo, apenas ainda não havia recebido encomendas de fotos de pessoas com essas características, que suas fotos eram feitas de forma particular e sob encomenda, mas de nada adiantou.

A exposição de Fernanda Sá começou então a ser boicotada. As pessoas que se sentiam ofendidas pela ausência de negras nas fotos começaram a rabiscar o livro de presença, incendiá-lo, até o ponto de arrancarem uma das fotos da exposição. Ao chegar nesse ponto, onde a integridade do trabalho de Fernanda, das instalações do Metro e quem sabe das pessoas envolvidas (sabe-se lá até onde essas pessoas iriam), o Metro cancelou a exposição, solicitando a Fernanda que retirasse seu material no domingo dia 8 de julho.

De uma forma clara e inegável, Fernanda foi agredida, discriminada e censurada pela cor de sua pele e por expôr o seu trabalho contendo pessoas de pele branca. A que ponto chegaremos quando a simples ausência da imagem de um negro, índio ou qualquer outra etnia numa exposição é considerado racismo? Onde a reação dessas pessoas é tão ou mais preconceituosa que a atitude que criticam, gerando inclusive violência?

Ser negro não é ofensa, não é agressão. Ser branco também não o é. Ou índio. Ou oriental. Em momento algum uma minoria deverá se sobrepor a qualquer outra classe social ou cor de pele com a justificativa da opressão vivida por antepassados. As leis que defendem os negros contra discriminação também deveriam defender brancos, índios, morenos e qualquer outra cor, por que não? Se chamar alguém de preto é xingamento, igualmente deve ser chamá-lo de branquelo.

Pior que o preconceito é a hipocrisia e o oportunismo!