ShellHouse

É brincadeira mesmo! Cada dia aparece um maluco querendo inventar uma coisa e dizendo ser para melhorar a vida das pessoas. Esse grupo aqui inventou uma espécie de [BP:923]barraca[/BP] dobrável feita de papelão, com Internet via rádio integrada, para os sem-teto. Ok, um teto que não resiste à chuva e Internet, tudo que um sem-teto precisa não é verdade? Assim o sem-teto pode ligar o seu MacBook Pro com Wi-Fi e passar um tempo navegando na rede ao invés de cheirar cola. Que idéia genial, hein?!

Com o sugestivo nome de ShellHouse (algo como Casa-Concha), o projeto custa a bagatela de 35 dólares e todas as instruções podem ser obtidas no site Instructables e maiores informações em seu site oficial, ShellHouse.org. Báh !

[BL]Acampamento:916,Sem Teto:215,Papelão:1373,Notebook:96,Internet:931[/BL]

Ser síndico é uma tarefa difícil

8 de Abril de 2007 Por Manoel Netto 1 Comentou »

Me mudei há pouco mais de 2 meses para um local agradável e silencioso. Aqui nas redondezas só condomínios, normalmente agrupados em 3 edifícios cada um. Na minha rua especificamente, 2 condomínios desses, cada edifício com uns 7 andares.

Dado o cenário, começo a narrar um fato que vem ocorrendo há uma semana aproximadamente. É provável que os protagonistas sejam recém-chegados, recém-casados e sem filhos, pois diariamente, entre 7 e 10 da manhã (o horário varia nesse intervalo), num raio de 100 metros em todas as direções, ouvimos os uivos, urros e gemidos da esposa, enquanto o casal pratica sexo (supõe-se).

A vizinhança é muito pacata porém tenho notado o quanto pode ser preconceituosa ou invejosa ou moralista (ou tudo isso). Durante o “evento”, aglomeram-se pessoas na rua e nas janelas observando, comentando umas com as outras, rindo ou balançando a cabeça negativamente. No quarto, o casal alheio ao ambiente externo, aproveita seu momento de intimidade não tão íntima assim.

Imagino que alguns já devem ter reclamado ao síndico do condomínio com relação ao “barulho”. Penso que essa pessoa ainda não se manifestou por pura agonia em não saber como tratar de algo tão delicado. Fico envergonhado só de pensar se eu fosse o síndico com a tarefa de pedir aos pombinhos que não se animassem tanto, ou que procurassem um profissional para forrar as paredes do quarto com algum material contra acústica.

Apesar do local ser silencioso, questiono-me se as paredes não seriam finas demais, pois da minha casa no sétimo andar do último prédio da rua posso ouví-los no segundo andar do primeiro prédio (mais de 100 metros de distância), com as janelas fechadas.

E você como vizinho? De que forma se comportaria? E se tivesse filhos pequenos, ao ser perguntado : “Papai, o que é isso? Por que essa mulher está gritando assim?”. E se, de outro lado, você fosse o rapaz do casal mencionado?