Acta e Passio, nomes verdadeiros de Cosme e Damião, foram irmãos – acredita-se que eram gêmeos – nascidos na Arábia no século IV. Desde muito jovens os irmãos tiveram tendências para a medicina, chegando a exercê-la quando adultos. Muitas fontes afirmam que eles estudaram medicina, outras apenas que eles a praticaram, mas todas afirmam que os irmãos não cobravam por isso. Com pais cristãos, usavam a cura como mecanismo de evangelização e caridade, levando aos doentes as palavras e ensinamentos cristãos.
Por conta de seus conhecimentos científicos aliados à fé e aos ensinamentos, suas curas eram vistas como milagres. Por esse motivo, foram perseguidos e assassinados por ondem do imperador Diocleciano – um grande perseguidor da doutrina cristã da época, por feitiçaria e associações com o demônio.
Com sua morte os gêmeos se tornaram mártires e mais tarde santos, sendo nomeados pela Igreja Católica como São Cosme (que significa “o enfeitado”) e São Damião (“o popular”), num dia 27 de setembro, data em que se comemora o seu dia. Por associação, são os santos protetores dos médicos, farmaceuticos, gêmeos e crianças (nenhuma fonte é exata ao justificar esse último, dizem apenas que eles eram bons com as crianças).
Sincretismo
“São Cosme mandou fazer / uma camisinha azul. No dia da festa dele / São Cosme quer carurú.”
Na Bahia, principal região onde a cultura africana está mais presente, católicos e tantas outras vertentes religiosas comemoram o dia de Cosme e Damião com uma comida típica originária da África e das religiões que cultuam os orixás, o carurú. Quando se faz o “carurú de santo”, é de costume convidar “sete meninos” – sete crianças normalmente desconhecidas e convidadas na rua mesmo, de última hora – que são servidos antes de todo mundo.
No sincretismo religioso Cosme e Damião são os orixás Ibeji, filhos gêmeos de Xangô e Iansã, divindades protetoras do parto duplo, amigos das crianças e responsáveis por agilizar qualquer pedido em troca de doces – daí um outro costume que é o de distribuir doces para crianças no dia 27 de setembro. Os sete meninos representam os gêmeos e seus 5 irmãos: Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi.
A Bahia perde mais um músico de talento. Fabrício Scaldaferry, mais conhecido como Fafá, músico percussionista da [BP=326125]Banda Eva[/BP], morreu ontem – dia 24 de Julho – após dar entrada no Hospital da Bahia com um quadro clínico de infecção intestinal que se generalizou. Fafá teria comido ostras (ou lambretas, mais comuns nas praias da Bahia) na orla de Salvador na segunda-feira e começado a passar mal na terça. Fora levado ao hospital, medicado e retornou para casa, antes da recaída de ontem que o teria levado à morte.