O Senador da República Antônio Carlos Magalhães vai ser lembrado. Isso é fato. Não só por sua contribuição na política brasileira, mas também por algumas atitudes questionáveis como seu lema “O que rouba, mas faz” e alguns outros fatos abafados que se comentam à boca pequena na Bahia.
ACM nunca teve fama de bom moço, mas sempre foi inteligente ao ponto de manter a calma em meio a situações onde o Kassab teria metido a mão na cara de quem fosse. Sempre se referiu aos seus oponentes citando fatos, sem citar nomes. “Sabe aquele cidadão? Aquele que superfaturou a obra tal… Aquele que roubou milhões dos cofres públicos …”. O lema “falem mal, mas falem de mim” não colava com ACM. Ele simplesmente não falava o nome dos desafetos.
Que ACM sempre foi chamado de “o dono da Bahia” todos sabemos, mas decretar 5 dias de luto oficial (para boa parte da população será um segundo Carnaval) é um tanto quanto exagerado, não? Lula decretou 3 dias de luto pela morte de mais de 190 pessoas no desastre da TAM em Congonhas, e ACM sozinho leva 5 dias?
O que andam dizendo por aí (em meu MSN):
- “Era tão miserável que morreu numa sexta. Se fosse quinta, teríamos feriadão.”
- “Pronto. Agora o diabo perdeu o posto no inferno.”
- “Nenhuma novidade. Ele já estava morto há décadas.”
- “Estou vendo a transmissão pela Rede Bahia. Nunca vi tamanha baba-ovice.(sic)”
A Bahia certamente está vivendo um momento dividido nesse momento, uns aliviados e outros em luto pela morte de ACM. O Senador ACM, Antônio Carlos Magalhães, carinhosamente conhecido como Cabeça Branca e chamado pelos desafetos por Toninho Malvadeza, faleceu hoje no InCor – Instituto do Coração de São Paulo. Agora há pouco