Homem sofre cirurgia pra usar iPhone. Estadão propaga a mentira?

Poucos dias após o lançamento do iphone da apple, surgiu um boato na Internet de um homem teria sofrido uma cirurgia para afinar seus dedos, que de tão grandes e grossos não era possível utilizar o aparelhinho hype da apple. O boato foi originado de uma matéria humorística e inverídica publicada em um jornal gringo. O Terra comeu essa pilha, e logo se retratou, desmentindo a besteira.

Acontece que o Estadão, aquele jornal que mês passado colocou no ar uma campanha que ridicularizava blogs comparando-os a macacos, que afirmava ter lisura, credibilidade e comprometimento com a verdade e as notícias publicadas, sim, aquele jornal também publicou a mentira. E o pior é que quase um mês depois, a mentira continua publicada sem qualquer pedido de desculpas ou atualização do conteúdo afirmando se tratar de uma pegadinha – e que eles caíram (Gotcha!).

Estadão publicando mentiras

Então, que comprometimento com a verdade é esse se a mentira continua sendo exposta? Que credibilidade pode-se esperar de um jornal que não atualiza seu conteúdo, não remove as inverdades, não pede desculpas e assume seus erros (errar é humano, afinal)?

Vamos ver até quando a besteira fica no ar: http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec32611,0.htm

Os macacos continuam de olho …

[UPDATE] Sim! O portal removeu a informação do ar, caso vocês tenham tentado acessar o endereço acima citado. Publicaram uma pequena nota sobre a mentira, mas nenhuma referência na página original, que foi simplesmente removida. A nota: http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec50784,0.htm

Deus não é surdo! Ore baixo!

Deus não é surdo

Sensacional essa campanha, que é um movimento popular na Internet, contra os altos volumes praticados por algumas linhas religiosas tanto nas igrejas e templos, quanto nas pregações em público.

Já presenciei diversas aberrações, como uma figura pregando com megafone em um ponto de ônibus, um outro com microfone e uma daquelas caixas amplificadas de guitarra num terminal de ônibus central coberto (o som ecoa que é uma beleza), além dos tradicionais berradores de ônibus lotado em final de expediente, cansaço e dor de cabeça. O pior é que se alguém reclama do incômodo, eles logo se manifestam contra a pessoa, dizendo que estão possuídas pelo demônio ou coisa parecida, que existe a liberdade de pregar, etc etc.

Isso tudo passa por uma questão básica de relacionamento entre pessoas, convívio social: RESPEITO!

Acidente da TAM. Hype e irresponsabilidade

Vivem dizendo que blogs são irresponsáveis e caça-níqueis, mas pouco se falou na Internet sobre um ato de extrema irresponsabilidade por parte do UOL, portal de conteúdo multinacional.

Por conta do acidente aéreo ocorrido em Congonhas com o avião da TAM na tentativa de pouso, vários portais criaram seções especiais para o acompanhamento online dos acontecimentos. Nada contra, afinal é notícia (e hype), tem que ser noticiada. O UOL foi o último grande portal a criar tal área e vincular uma seção na página principal, porém um dos poucos a permitir que os “internautas” (odeio esse termo) pudessem enviar fotos e vídeos para que fossem veiculados no site – claro, a imprensa toda estava cobrindo o PAN, alguém tinha que fornecer material.

Chamada no UOL com a fotomontagem
Chamada do UOL com a fotomontagem

Uma foto enviada tratava-se de uma montagem grosseira, simulando o momento em que uma pessoa pulava do prédio em chamas. Vários indícios da falsificação eram claros – o tamanho da pessoa em relação ao prédio, a diferença na cor (iluminação), a nitidez com que se captou a imagem “em movimento” – mas ainda assim a foto foi exibida na primeira página do portal como legítima e lá perdurou por mais de 1 hora depois da primeira denúncia de montagem.

Fotomontagem do acidente da TAM ampliada Fotomontagem do acidente da TAM ampliada [original]
Montagem e Original, lado a lado, ampliadas

Apesar da nota divulgada no Ombundsman – quem acessa isso? – não valida em momento algum a atitude irresponsável e desrespeitosa do UOL ao publicar o que poderia ser uma foto chocante (uma pessoa se jogando para não morrer queimada) se fosse real, de forma tão escandalosa. E se fosse verdadeira? Um momento de desespero como esse não deveria ser tratado com mais respeito e cautela?

Lula e Kassab decretam luto oficial por causa do acidente da TAM em Congonhas

Era tudo o que a imprensa nacional e internacional queriam para esculhambarem de vez os nossos políticos. Kassab decretou luto oficial em SP e Lula decretou luto de 3 dias no país, em “respeito” e sinal de consternação pela dor dos familiares das vítimas.

Meus queridos, o povo quer é trabalho! As pessoas querem investigação, atitude por parte dos senhores para que coisas como essa não aconteçam mais. Queremos que essas famílias sejam ressarcidas, apoiadas em sua dor, acompanhadas, sim. Mas isso não é hora de dar folga pra ninguém (luto oficial é sinal de ponto facultativo?) nem ficar de luto.

Esse trágico acidente, sem esperança de sobreviventes entre os passageiros e tripulantes, vai ficar mais uma vez marcado na história de nossa aviação. Justo o país que deu ao mundo o inventor do avião. Justo o aeroporto com maior índice de acidentes em nossa história. Congonhas é uma bomba bem no meio da cidade de São Paulo, que vive explodindo. Quantos mais precisarão morrer?

Infelizmente, nessa hora ainda ardem as chamas no prédio da TAM Express. Mais de 200 bombeiros tentam aplacar o incêndio e buscam por vítimas e corpos. Mais de 20 já foram encontradas, entre elas 12 corpos carbonizados. As perdas são irreparáveis. Inconsoláveis.

Esse humilde blog só pode, no máximo, desejar que a dor desses familiares seja branda, que não seja em vão e que essas pessoas que perderam suas vidas estejam em paz, onde quer que seja.

Onde começa o racismo?

O Brasil é um país formato por etnias tão diversas que é praticamente impossível encontrar alguém que possa ser chamado de “raça pura“, seja sua pele branca, preta, amarela ou vermelha. Ainda assim, o que mais vemos nesse país são “movimentos contra discriminação”, muitas vezes inexistentes ou fruto da imaginação dos que se sentem discriminados. Não estou querendo dizer com isso que racismo e outras formas de discriminação não existam, mas que devemos ser criteriosos antes de acusar alguém.

Hoje (pondo em dias meus feeds) li um artigo do Update or Die que expôs um fato corriqueiro no país, mas ainda assim um absurdo. A fotógrafa Fernanda Sá estava com sua primeira exposição organizada por convite do Metro de São Paulo. Eram fotos feitas sob encomenda, de mulheres grávidas. Após a abertura, Fernanda começou a receber feedback com elogios e críticas. Os elogios salientavam o bom gosto e qualidade das fotos, a beleza e sentimento que as fotos despertavam nas pessoas. Já as críticas se davam ao fato de não haver na exposição fotos de mulheres negras, pardas ou mulatas. Fernanda explicou que não era racismo, apenas ainda não havia recebido encomendas de fotos de pessoas com essas características, que suas fotos eram feitas de forma particular e sob encomenda, mas de nada adiantou.

A exposição de Fernanda Sá começou então a ser boicotada. As pessoas que se sentiam ofendidas pela ausência de negras nas fotos começaram a rabiscar o livro de presença, incendiá-lo, até o ponto de arrancarem uma das fotos da exposição. Ao chegar nesse ponto, onde a integridade do trabalho de Fernanda, das instalações do Metro e quem sabe das pessoas envolvidas (sabe-se lá até onde essas pessoas iriam), o Metro cancelou a exposição, solicitando a Fernanda que retirasse seu material no domingo dia 8 de julho.

De uma forma clara e inegável, Fernanda foi agredida, discriminada e censurada pela cor de sua pele e por expôr o seu trabalho contendo pessoas de pele branca. A que ponto chegaremos quando a simples ausência da imagem de um negro, índio ou qualquer outra etnia numa exposição é considerado racismo? Onde a reação dessas pessoas é tão ou mais preconceituosa que a atitude que criticam, gerando inclusive violência?

Ser negro não é ofensa, não é agressão. Ser branco também não o é. Ou índio. Ou oriental. Em momento algum uma minoria deverá se sobrepor a qualquer outra classe social ou cor de pele com a justificativa da opressão vivida por antepassados. As leis que defendem os negros contra discriminação também deveriam defender brancos, índios, morenos e qualquer outra cor, por que não? Se chamar alguém de preto é xingamento, igualmente deve ser chamá-lo de branquelo.

Pior que o preconceito é a hipocrisia e o oportunismo!

Fraude na declaração de área a ser reconhecida como quilombo

A reportagem exibida ontem, 14 de maio, no Jornal Nacional levanta suspeitas acerca da veracidade e legitimidade da solicitação enviada à Brasilia, pedindo o reconhecimento de uma área no São Francisco como antigo quilombo. Foram recolhidas 57 assinaturas e impressões digitais de pessoas que teoricamente afirmavam sua descendência e tradição dos negros foragidos das senzalas, mas as mesmas pessoas afirmam que assinaram apenas um documento que seria utilizado para solicitar financiamento para pescadores.

Os responsáveis no Governo afirmaram que não podiam “negar um pedido” da população. Oras, mas e investigar, não pode? Daqui à pouco vamos presenciar vários pedidos como esse com as mais estapafúrdias solicitações de reconhecimento. Veja o vídeo da reportagem abaixo.


Original aqui

[UPDATE]

O Seriguela é um ambiente democrático e preza pela democracia sempre. O leitor Barba, autor do blog Savoir-Faire expôs por lá a nota pública feita pela Comunidade citada na reportagem, afirmando que a Globo fez um “teatro” para defender interesses de fazendeiros da região. Em um trecho da carta, eles afirmam :

Estamos decepcionados com a falta de dignidade do jornalista que expôs seu nome numa reportagem fraudulenta, pois as imagens do desmatamento de madeira apresentado na reportagem não foi filmada em nossa comunidade, sendo que a pessoa flagrada no corte de madeiras não pertence a comunidade de São Francisco do Paraguaçu, confirmando a manipulação dolosa, visto que as falas foram cortadas e editadas com o objetivo de transmitir uma mensagem mentirosa e caluniosa. Perguntamos aos responsáveis pela matéria: Por que não relataram as vultosas multas não pagas ao IBAMA pelos fazendeiros? Por que não mostraram os mangues cercados que inviabilizam a sobrevivência da comunidade?
Comunidade Remanescente do Quilombo São Francisco do Paraguaçu

Leiam a nota na íntegra.